Não saia por aí falando besteiras nos concursos


É exatamente pelo fato de lidarmos na vida diária com o instrumento peculiar à literatura, a linguagem escrita, que tantos embarcam na ilusão de que escrever dispensa iniciação, aprendizado e disciplina de suas aptidões. Sem um mínimo de noção do que seja a literatura, e até mesmo do que seja sintaxe ou ortografia, o diletante sai a todo vapor para começar por onde os outros acabam. E o resultado é a eclosão, aqui e ali, das mais desastrosas improvisações.
(Fernando Sabino, Deixa o Alfredo falar!)

Criando motivação para escrever mais e melhor

Ao menos na fase inicial do processo, o aluno deve ser convidado à escrever sobre temas pelos quais sinta real interesse. É preciso que o professor saiba detectá-los. Temas ligados à própria faixa etária do aluno ao ambiente em que vive, aos fatos importantes do momento. Temas levantados por filmes ern cartaz ou debatidos nos meios de comunicação.


Ajuda muito fazer com a classe um debate sobre o tema antes da produção do texto. É, ainda, necessário insistir na importância desse debate para a obtenção de mais informações e para o desenvolvimento do senso crítico.
O aluno se sentirá mais estimulado e confiante se souber que, durante o tempo em que produz seu texto, o professor está à sua disposição, pronto a orientá-lo e a resolver pequenas dúvidas gramaticais e de estruturação do texto. Assim, o professor deixa de ser juiz e passa a ser um interlocutor experimentado e confiável.